licença para o ocluso,
se liberto faço uso
da calma indefinida,
para com a insuficiência
que me guia,
me deixar da farta
desculpa de noites escuras,
se me faço
ao que desdigo,
peço licença ao momento,
para importar o que
ao relento,
são momentos de
sofreguidão….
Crepúsculo
Janeiro 24th, 2011 by Jonas ChivukuvukuFaço assim estrelas….
Outubro 21st, 2010 by Jonas Chivukuvukutendo a insubstituível
delicadeza de um
beijo,
que nos restem precipitações como
a daquela morte,
o senhor que sufocou
de prazer na viela onde
a sombra de amor lhe
sugava a alma
com promessas
sombrias,
assim sendo a paz,
e depois a loucura
de não suportar que
o mundo assim se desfaça…..
Amor sem segundas vistas
Agosto 12th, 2010 by Jonas Chivukuvukudo lado de cá das coisas
surgiste como a face mais
oculta das pessoas boas,
denotando inferioridade face ao
ontem que esquecias a cada passo,
sentaste a magnânime vontade de impressionar,
e com um olhar de translação
a terra em teu redor foi ficando
queimada e
desprovida de futuro,
serias o desnorte que eu tanto
me esforçava por esquecer,
mas o sol queimava a face
clara do meu perceber,
aninhei-me a teus pés
até que de meu nada ficou,
só mesmo o ar que me aconchegava
nas garras do desaparecer……
Meninos-pêndulo
Março 31st, 2010 by Jonas Chivukuvukupela justa medida
dos estúpidos,
das tigelas sem sopa,
dos catárticos bocados
de rim esfusiando nos
beiços de um infeliz,…
com o sol enlameado,
pelos dias enublados
que não contam
para a morte dos
tontos que aqui reflicto,…
com as pessoas a lerem,
e as frases-feitas a penderem soltas,
tudo preso a existir,
a querer irreflectir,..
meninos-pêndulo,..
tardes que derivam
das patacoadas que
estes escrevem,…
chego ao fim indeciso,
sobre se valem dois olhares,
como paga por amor,
desnorte que mesmo forte,
nos implica como
tinta,
do nada que aqui nos prende,….
Revolução cultural
Janeiro 2nd, 2010 by Jonas Chivukuvukuque sejam sóis a rir dos
desnudos da sorte quando
se morre,
a não ser que a chuva ponha
o pé no que ruge dos
lamentos dos infelizes de tez inválida,
os dos mundos sonhados
e pintados de
quantas cores nós não
queremos a benzer os
que amamos,
todos os que pensamos
bem em desejo ficarem
lá fora do lar chão de
prata que acalentamos,
desmedido portento de
infelicidade o de quem
escreve sobre estas
situações de coisas
de morte,
aliás é a morte,
o que se espera
quando a vida ilude
com pepitas de ouro nos
cantos dos olhos enxaguados
com lágrimas de pó….
Para ti, V.
Outubro 28th, 2009 by Jonas Chivukuvukuouves-me ao confessar
que vida sem ti,
é pedir que me levem
no momento em que
deixar de ter o
teu sorriso for
o fim do
pouco que
ainda faço deste lado,…
adoro tudo no teu
pequeno ser,
conforta-me o
curioso do que
queres do mundo
que te beija quando
dizes olá aos olhos
que mais te querem,..
és o meu sangue V.,
quero a vida da forma como
quiseres a tua,
porque não há vida sem
o que quiseres para ti,
e eu lutar para o conseguir….
Dilema moral….
Outubro 16th, 2009 by Jonas Chivukuvukuo corpo tem destas coisas,
cheira mal,
e o que cheira mal,
sabe pior,…
se me besuntar com perfume de feira,
como sairão as protuberâncias
aerofágicas que eu gosto de dar,
quando não aprecio estes peidos
que teimo em dar?….
Entardeço como feiticeiro que não se gosta
Setembro 29th, 2009 by Jonas Chivukuvukuremo na espuma negra dos
dias que não se calam,..
repito-me para sondar
o que já dito,
enumera todos os falhanços
que nunca
consegui explicar,…
sou de vida o que a morte pinta
nas paredes do óbvio,…
sou de dia,
o que à noite me esqueci
na última madrugada em que
chorei,…
sou de tudo,
o que nada aqui
cravo com o sangue das
artérias secas com
que vos brindo,…
chamo-me simples,
douta percepção de
complicar as faces mudas
dos passados
que me arrematam
a alma,…
fechando-a aos belos
e ensonados parágrafos
dos dias entontecidos,…
parei para reflectir
sobre o que tudo isto
não me diz….
Por agora, já cá me tenho…
Setembro 4th, 2009 by Jonas Chivukuvukupertenço à solta forma
de dizer basta,
o país dos despacha-te
sou eu no acelerar das concepções
quadriláteras com que
acordo,
e por fim sonhos
de anis…..
Início auspicioso, digo eu
Setembro 4th, 2009 by Jonas Chivukuvukudisseste-me assim,
que por tal o mundo
tinha de abstrair-se
da potência com
que um sorriso se desfaz,
e que as pessoas
só são felizes porque
as estrelas morrem
aos pés do sol,
neguei,
mentira,
só poderia ser
mesmo o que estava escrito
na poeira dos olhos com
que te conheci,
nós eramos os donos
da existência,
sem meio termo
apostado pelos que nos querem mal,
sentámo-nos a discutir
nas raízes da árvore do tempo perdido,
está-se nem bem nem
mal por aqui…..
